domingo, 25 de janeiro de 2009

sábado, 10 de janeiro de 2009

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

O Blog Poemas de Caverna está com uma estória muito boa lá, vale a pena dar uma olhada



Olá a todos que acompanham meu blog o livro que venho postanto O Lado Avesso - O livro do mago, sofreu uma pequena modificação em seu título, agora vai se chamar (O Lado Avesso - Nornes o Mago), estou escrevendo a estóra a todo vapor para poder posta-lá toda em breve para vocês, até criei um blog para postar a estória está simples ainda e assim que concluir a mesma postarei lá, o endereço é caso queiram dar uma olha: http://o-lado-avesso.blogspot.com/

O Blog onde está sendo postado parte da estória é esse: http://poemasdecaverna.blogspot.com/

A estória mistura seres como elfos e dragões com seres de nosso folclore como os curupiras, vale a pena dar uma conferiada

Primeira noite na floresta de Una, muitas descobertas e uma amizade inesperada


Já é noite a fogueira está acesa Theo vasculha na bolsa o que tem para comer e acha pão e um pouco de carne seca, para sua segurança amarra a corda em sua perna e a outra ponta num galho que outrora deve ter servido para acomodar um ninho de dragão devido a seu formato bifurcado, assim caso cai-se em quanto dormia não morreria, pois devido à altura seria morte certa.

O banquete estava pronto um pouco de carne seca torrada com pão e para sorte de Theo vinho um doce vinho que o general Vlamir colocou na mochila – vinho, o velho general tem bom coração – pensa Theo e sorri olhando para a garrafa.

Theo está deitado, está satisfeito com seu jantar, sua cama não é bem confortável é verdade, porém o galho o acomoda bem. As noites de Fargo quando é lua cheia são lindas uma beleza sem igual, muitas estrelas e brilham ainda mais quando a lua está desse jeito, Theo apenas contempla a visão não pensa em nada um vazio toma sua mente não uma vazio angustiante, apenas não há reflexão, não há nada em sua mente, seus olhos estão abertos e só, aos poucos vão lutando para se manterem assim, mas o senhor sono é mais forte e ele adormece.

Uma sobra começa a se forma um sua frente o luar facilita o crescimento dessa sombra cada vez maior vindo na direção de Theo que dorme tranqüilamente, uma mão é estendida com alguns pelo no braço não é uma mão de homem, a mão se aproxima do rosto de Theo como se fosse agarrar em seu pescoço, mas logo desce alcançado a bolsa que acomoda toda a comida que ele leva, Theo acorda abruptamente segura aquele ser estranho pelo braço que começa a gritar, Theo grita junto assustado, o susto é tão grande que ele perde o equilíbrio e cai da arvore, porém para sua sorte a corda que estava amarrada em sua perna o salva a vida.

- Socorro! – grita Theo de cabeça para baixo pendurado pela perna – quem está ai?! – continua Theo assustado – o que você quer?! Veja bem eu tenho comida e água se você me ajudar não lhe machucarei e te darei um pouco de comida, tenho vinho aqui também, puxe-me para cima, dou a minha palavra que não vou fazer mal algum a você – fala Theo na esperança de ser salvo daquela situação.

Nenhuma resposta, silêncio total um silêncio apavorante, até a floresta se cala para saber qual será o destino de Theo, se sua viagem prossegue ou se terminará ali daquela forma tão inesperada.

Theo é puxado pouco a pouco; corujas observam tudo sem dar um único pio, ele se inclina para cima já perto do galho, tenta alcança-lo, no entanto não consegue, ao seu socorro uma mão é estendida e Theo é salvo a adrenalina do ocorrido faz seu coração bater descompassado em ritmo acelerado, ele se acomoda no galho e a figura que provocou toda aquela situação se revela – desculpe é que eu estava com fome – diz o ser.

Theo o olha – sei quem é você! – continua Theo – já lhe vi antes, você é o curupira que estava no acampamento do general Vlamir, porque tentou me matar? – pergunta Theo tentando se recompor do susto.

- Não queria machuca-lo, não queria que nada disso tivesse acontecido, fiz tudo isso por fome em Una já não tem tanta comida assim e a época das frutas já passou, senti o cheiro de sua comida e resolvi pegar um pouco não ia lhe fazer mal tenho dívida com você, você salvou a minha vida como poderia tirar a sua – responde o curupira.

Theo sabe que ele não está mentido o curupira não teria motivos para mata-lo não depois de ter sido salvo por ele.

- Você tem nome ou devo lhe chamar de cabelos negros? – pergunta Theo.

- Me chamo Apuã e como devo chame-lo? – fala o curupira já sentado bem acomodado no galho da arvore.

- Theo, me chamo Theo e acho que você tem fome mesmo – diz Theo tirando de sua mochila pão e um pouco de carne seca – não está tostada, mas da para comer, você toma vinho? Tenho um pouco aqui para nos dois – Theo da a comida para o curupira que não faz nenhuma cerimônia para aceita-la.

Theo olha o curupira comer sem ser incomodado, enche uma caneca com vinho e o dá ao curupira que toma de uma só vez e com um sorriso de criança traquina estende a mão com o copo vazio para Theo poder enche-lo novamente.

- Perdão se vou parecer indelicado Apuã, mas você não está ferido está? – pergunta Theo.

- Ferido? Eu estou sangrando? – fala Apuã se olhando tentando achar algum ferimento em seu corpo.

- Não é em seu corpo quer dizer é numa parte dele, mas não é um ferimento feito por uma espada ou flecha – continua Theo meio sem jeito – é que só agora dei conta disso, os soldados do general judiaram muito de você, lhe torturam muito antes de eu chegar lá para ajuda-lo?

Apuã levanta-se preocupado, mas não consegui achar ferida alguma, nenhum marca de sangue, nada.
- O problema é bem mais em baixo Apuã.

- Mais em baixo? Não consigo ver Theo – fala o curupira já apreensivo, levanta os pés para ver se estão cortados e nada de sangue – o que você vê que eu não consigo ver? – diz Apuã franzindo a testa de tanta preocupação.

Theo olha para seus pés e aponta para os mesmo – isso é normal ou os soldados do general fizeram isso com você? – fala Theo meio sem jeito e estranhado Apuã ficar de pé daquela forma se seus pés estivessem quebrados não agüentaria ficar de pé como ele estava.

Apuã olha para os pés não se agüenta e começa rir, o riso é tanto que o curupira quase cai da arvores, Theo ri sem graça sem entender nada.

- Meus pés, ah, ah, ah! Perdão meu senhor, mas não tem nada de errado com meus pés porque já nasci assim – continua Apuã tentando se recompondo – vejo que você não é daqui meu jovem senhor, todos os curupiras são assim com os calcanhares virados para frente não importa a cor do cabelo se negros ou vermelhos todos tem os pés virados para traz.

Theo ri agora entendo tudo – realmente eu não sou daqui, não sou de lugar nenhum – fala Theo gargalhando, de repente um grito agudo é ouvido na floresta, Theo se assusta e se dieta no galho da arvore junto com Apuã.

- O que foi isso? – pergunta Theo baixinho com o queixo quase perfurando o galho da arvore.

- São Kahaporas, ou caiporas na língua dos homens, são os guardiões das florestas, dos animais, são inofensivos, porém podem ser bem ariscos se não forem com nossa cara é melhor ficarmos quietos até eles passarem – sussurra Apuã – eles molestam os viajantes a traz de fumo e podem até matar alguém com cócegas incessantes – continua Apuã – eles são enormes, tem o corpo coberto por pelos andam nus são de pele escura como uma noite sem lua e pelo fato de também terem os pés virados para traz são confundidos com os curupiras, não entendo se eles são bem maiores que nós, o curupira mais alto de minha tribo se chamava Abaquar ele chegou a medir um metro e sessenta e quatro centímetros, mas Fargo não liga para essa diferença por isso também são caçados como nós, diz uma lenda muito antiga que meu pai me contava quando eu era criança que quem olhasse nos olhos de um Kahapora seria infeliz para o resto da vida porque eles trazem em seus olhos a maldade dos que destroem as florestas, principalmente a maldade dos homens que cortam nossas arvores e matam os animais para fazerem casacos para agradar suas fêmeas.

- Apuã de que lado eles estão? – pergunta Theo.

- Do lado da floresta, por isso é bom deixarmos eles passarem, os Kahaporas são cada vez mais raros se eu tivesse um pouco de fumo me arriscaria e daria a eles para que você pudesse ver um de perto, sem olhar nos olhos deles é claro – diz Apuã procurando em seus bolsos por um pouco de fumo, mas nada.

- Você falou que eles são maiores que você maiores como? São gigantes, sãos os gigantes das florestas? – pergunta Theo demonstrando cada vez mais curiosidade com relação aos seres de Fargo.

- Não são gigantes, mas são grandes são maiores que homens e elfos alguns já vi com quase três metros de altura e mesmo assim acham que são curupiras não é incrível, sabe Theo o que não suporto num ser é burrice – diz Apuã cruzando os braços com um olhar de decepção fazendo Theo sorrir.

Faltam muitas horas para o raiar do dia e a viagem será longa Theo precisa dormir se quiser sair junto com o nascimento do sol a curiosidade por Fargo é vencida pelo sono, então os dois novos amigos adormecem deixando todos os porquês para um outro dia, deixando os Kahaporas seguirem seu caminho solitário pela floresta adentro.

O dia nasceu e nenhum pássaro é ouvido em toda Una apenas uma voz suave que sussurra no ouvido de Theo – acorde, abras os olhos levante para viver Theo – sussurra Háfia despertando Theo de seu sono tranqüilo.

- Você aqui Háfia? Te peço que não se vá, por favor não se vá – diz Theo sentando-se com o rosto um pouco inchado o inchaço que todo rosto tem ao despertar.

- Não se preocupe não vou te deixar só você é meu protegido, porém por agora o que você deve saber é que pode confiar no curupira ele é um ser de bom coração a gratidão que tem por você é verdadeira apenas tome cuidado, pois como sabes nem todos gostam de curupiras independente da cor de seus cabelos, mas Apuã pode mudar tudo isso, proteja-o e ele fará o mesmo por você – fala Háfia que começa a desaparecer.

- Háfia! Não se vá! Não me deixe no escuro, por favor! – grita Theo acordando Apuã.

Háfia some mais uma vez deixando apenas um doce sorriso como recordação.

- O que foi aquilo Theo?! Você pode falar com espíritos da floresta?! – pergunta Apuã ainda tonto por causa da forma como despertou.

- Acho que escuto mais que falo meu amigo, escuto mais que falo – responde Theo se sentido ainda mais perdido.

- Não se preocupe espíritos das floretas são bons presságios e linda como era aquela não vai nós trazer má sorte, agora o que temos para o café da amanhã estou fome? Muita fome poderia comer um dragão, você já provou ovos de dragões? São uma delicia são picantes, mas deliciosos – fala Apuã passando a mão na barriga parece que seu apetite e maior que a curiosidade em saber o que Háfia havia falado com Theo.

Theo olha para Apuã e pensa – vou seguir seu conselho Háfia – vamos comer também tenho fome, agora seria bom umas frutas, gostaria de sentir outro sabor porque fazer um desjejum regado a vinho uma hora dessas da manhã não é bom, não concorda?

Apuã pensa um pouco – frutas são raras aqui nesse período do ano, mas podemos procurar – continua o curupira – mas o vinho poderíamos manter no menu não poderíamos?

Theo ri e começa a descer da arvore para poder iniciar sua busca por frutas fresquinhas – você não vem? – pergunta Theo a Apuã e desce da arvore.

Apuã desce e vai logo a traz de Theo ele começa a procurar por frutas e os dois dão sorte encontram uma macieira com algumas frutas maduras – bananas seria bom também – comenta Apuã, já foi sorte encontrarem maçãs, bananas ou qualquer outro tipo de fruta seria sorte de mais. Theo e Apuã começam seu desjejum apenas Apuã bebe um pouco de vinho enquanto Theo come com um olhar distante.

- Você falou que não é daqui de onde você é Theo de qual terra você vem? E que terra é essa que os homens não odeiam curupiras? – pergunta Apuã parando de mastigar por uns instantes para ouvir o que Theo tem a dizer.

Theo volta seu olhar para o curupira – o que dizia Apuã? Perdão não estava prestando atenção, estava tão distante – fala Theo voltando seu olha para o nada.

- Estava pensando em sua terra, seu povo? – pergunta o curupira.

- Não, estava pensando quem é meu povo e onde fica minha terra era nisso o que estava pensando – reponde Theo dando uma bela mordida em uma das maçãs que eles colheram.

- Não compreendo, você não sabe de que tribo ou clã é? Como pode ser isso? Você é um proscrito? – pergunta Apuã ainda mais curioso o café da manhã já não lhe interessa mais, apenas o vinho é claro.

Theo pensa um pouco e decide contar tudo o que sabe ao curupira, pois não agüenta mais guardar tudo aquilo para se e ter alguém para compartilhar seria bom, além do mais Háfia disse que ele poderia confiar no curupira, então não custa nada arriscar.

- Você tem certeza que quer mesmo ouvir minha estória? – pergunta Theo demonstrando um pouco de mistério e melancolia ao falar.

O Curupira olha bem para Theo e com a caneca de vinho na boca confirma que sim com a cabeça e olhos bem arregalados.

- Não vou lhe contar detalhes porque não os conheço, há algumas horas a traz posso afirmar que não sabia nem que estava vivo – Theo para por uns instantes fecha os olhos, respira fundo, tornar a abri-los e volta a falar – Apuã você já ouviu isso em algum lugar? Acho que é mais ou menos assim: E nos tempos negros um homem sem passado virá de uma terra distante e desconhecida, sua coragem e justiça destruirão todo o mau e restaurará o equilíbrio do brilho da pedra de Eufanor restaurando o clã dos cavaleiros.

Apuã escuta tudo pensa um pouco tenta buscar lá no fundo de sua mente alguma recordação daquelas palavras, no entanto nada é recordado, pelo menos é isso o que seu semblante demonstra, mas a algo, algum mistério que reluta em se revelar.

- Não? Deveria? – responde Apuã tentando ser o mais convincente possível.

- Acho que não já que você não convive com os povos de Fargo nem eu deveria saber e não sei como lembro de todas essas palavras se só ontem soube da existência delas.

- Ontem? Puxa você tem uma memória muito boa, eu nem lembro o que comi ontem – fala Apuã mordendo um pedaço de pão – mas prossiga me conte tudo mesmo que não entenda nada.

- Eu não sou de Fargo nem das terras baixas e se sou um proscrito não sei, o que sei é que essas palavras que proferi diz respeitos a uma profecia que acho que se referi a mim e é por isso que estou aqui para descobrir quem sou, se sou mesmo esse que fala a profecia preciso encontrar alguém para me dizer toda a verdade, preciso encontrar Nornes o mago – fala Theo Segurando a mochila entre seu peito onde repousa o livro do mago.

- Deixa eu ver se entendi – Apuã para e pensa, coça o queixo – você é o escolhido para derrotar o mau em Fargo, isso inclui deixar os curupiras de cabelos negro em paz? – pergunta Apuã tentando não demonstrar que o nome de Nornes o deixou meio preoupado.

- Não sei, mas o que depender de mim vocês serão respeitados em Fargo – responde Theo com um sorriso tímido no canto da boca já desconfiando que o amigo sabe bem mais coisas que ele.

- Theo Nornes em conheci era um mago muito sábio e poderoso – continua Apuã esfregando as mãos uma na outra - onde ele está agora? Faz muito tempo que o vi, ainda usava calças curtas desde que ele foi ver meu povo ele deu isso ao meu pai – Apuã tira de seu bolso uma chave e mostrar a Theo – por isso estou aqui, vim ver Nornes a mando de meu pai – Apuã para de falar por uns instantes está um pouco preocupado r nervoso - e agora acho que devo parar de mentir para você porque sei que você carrega o livro do mago.

Theo fica surpreso com o que Apuã diz sobre o livro - acho que devemos nos ajudar Apuã se um dia quisermos voltar para casa teremos que nos ajudar – fala Theo pondo sua mão no ombro do curupira na esperança de saber mais sobre toda aquela loucura – o que mais você sabe? Vamos compartilhar nossos segredos.

Apuã concorda com Theo, mas antes um pouco mais de vinho para refrescar as idéias e encorajar a expulsão das verdades dos corações.

(ainda escrevendo...)

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

terça-feira, 23 de dezembro de 2008